segunda-feira, 30 de junho de 2025

SE NÃO HÁ VERGONHA, NÃO HÁ CULPA.



  Se são os nossos sentimentos sobre as coisas o que de fato nos atormenta e não as coisas em si, conclui-se que culpar os outros é tolice. Portanto, quando sofremos reveses, perturbações ou desgostos, não culpemos jamais os outros, mas nossas próprias atitudes.

  As pessoas mesquinhas geralmente atribuem aos outros a culpa por seus próprios sofrimentos. As pessoas comuns atribuem a culpa a si mesmas. Aquelas que se dedicam a viver uma vida de sabedoria compreendem que o impulso de atribuir culpa a alguém ou a alguma coisa não passa de tolice e que não se ganha nada culpando seja quem for, os outros ou nós mesmos.

  Um dos sinais que indicam o início do progresso moral é a extinção gradual da culpa. Passamos a ver como é inútil fazer acusações. Quanto mais examinamos nossas atitudes e trabalhamos o nosso íntimo, menos estamos sujeitos a ser assolados por tempestuosas reações emocionais nas quais buscamos explicações fáceis para aquilo que nos acontece.

   As coisas são simplesmente o que são.  As outras pessoas que pensem o que quiserem, não é da nossa conta.

   Se não há vergonha, não há culpa.

( Epicteto – A arte de viver. 19-20) 


 

domingo, 29 de junho de 2025

Estabeleça objetivos, sabendo, porém, que o mais importante não é atingi-los.


  Estabeleça objetivos, sabendo, porém, que o mais importante não é atingi-los. Quando alguma coisa inesperada acontece, fica demonstrado que o momento presente o Agora – não é apenas um meio para atingir um fim: cada momento do processo é importante em si. Busque seu objetivo valorizando cada passo da caminhada. Só assim você não se deixará dominar pela consciência autocentrada.

   À primeira vista, o momento presente é apenas um entre os inúmeros momentos da sua vida. Cada dia parece se construir de milhares de momentos em que ocorrem os mais diversos fatos. Mas, se você olhar mais profundamente, irá descobrir eu existe apenas um momento . A vida não é sempre “este momento”?

   Este exato momento – Agora – é a única coisa da qual você jamais conseguirá escapar, o único fator constante em sua vida. Aconteça o que acontecer, e por mais que sua vida mude, uma coisa é certa: é sempre Agora.

   Se não é possível fugir do Agora, por que não o acolher e tratá-lo bem?

(O Poder do Silêncio, p. 40-43 - Eckhart Tolle)

 

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Quais são as histórias que você cria para encontrar a sua própria identidade?


  Ao se relacionar com as pessoas, você á capaz de perceber em si mesmo sentimentos sutis de superioridade ou inferioridade em relação a elas? Quando isso acontece, é o ego que está se manifestando, porque ele precisa da comparação para se afirmar.

  A inveja é um subproduto do ego que se sente diminuído quando algo de bom acontece com alguém, quando possuí mais, sabe mais ou tem mais poder do que ele. A identidade do ego depende da comparação e se alimenta do mais. Ele se agarra a qualquer coisa. Quando nada disso funciona, as pessoas procuram fortalecer seu ego considerando-se mais injustamente tratadas pela vida, mais doentes ou mais infelizes do que os outros.

   Quais são as histórias que você cria para encontrar a sua própria identidade?

(O Poder do Silêncio, p. 36 - Eckhart Tolle)


 

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Muitas pessoas se veem de tal forma como vítimas que essa imagem se torna o ponto central de seu ego.

Oego como vítma 



 Quase todo ego, tem um pouco do que poderíamos chamar de “identidade de vítima”. Muitas pessoas se veem de tal forma como vítimas que essa imagem se torna o ponto central de seu ego. O ressentimento e a mágoa passam a ocupar uma parte essencial da visão que essas pessoas têm de si mesmas.

  Mesmo que suas mágoas sejam muito “justas”, ao assumir a identidade da vítima, você cria uma prisão cujas grades são feitas de formas de pensar. Veja o que está fazendo com você. Sinta a ligação emocional que você tem com sua história de vítima e perceba sua compulsão de pensar ou falar a respeito. Testemunhe o seu estado interior. Você não precisa fazer mais nada além disso. Ao perceber isso, a transformação e a liberdade virão.

(O Poder do Silêncio, p. 36 - Eckhart Tolle)

 

terça-feira, 24 de junho de 2025

Você vive em função do futuro


  Ao viver através do ego, você faz do momento presente apenas um meio para atingir um fim. Você vive em função do futuro, mas, quando atinge sues objetivos, eles não o satisfazem – ou não o satisfazem por muito tempo.

  Quando você dá mais atenção ao que está fazendo do que ao resultado que quer alcançar com a sua ação, rompe o velho condicionamento autocentrado. Sua ação presente se torna não só mais eficaz como infinitamente mais satisfatória e gratificante.

(O Poder do Silêncio, p. 35 - Eckhart Tolle)

 

sábado, 21 de junho de 2025

O ego está sempre buscando. Busca sem cessar isso ou aquilo para se sentir mais completo.

 




 O ego está sempre buscando. Busca sem cessar isso ou aquilo para se sentir mais completo. Isso explica por que ele se preocupa compulsivamente com o futuro.

  Ao perceber que está “vivendo para o momento seguinte”, você descobre que começou a abandonar o padrão da mente autocentrada. Torna-se então possível acolher concentrar toda a sua atenção no momento presente.

  Ao concentrar toda a sua atenção no momento presente, uma inteligência muito superior à da mente autocentrada entra em sua vida.

(O Poder do Silêncio, p. 35 - Eckhart Tolle) 



 




sexta-feira, 20 de junho de 2025

Vejo o que acontece quando você simplesmente permite que um sentimento exista.

 


   A infelicidade precisa de um “eu” construído pela mente, um “eu” com uma história e uma identidade. Precisa do tempo-passado e futuro. Quando você elimina o tempo da sua infelicidade, o que é que sobra? A situação daquele momento.

  Pode ser uma sensação de peso, agitação, aperto no peito, raiva ou até enjoo. Isso não é infelicidade nem um problema pessoal. Não há nada de pessoal no sofrimento humano. Trata-se apenas de uma forte pressão ou uma grande energia que você sente em alguma parte do corpo. Se você concentra sua atenção nessa energia, a sensação não se transforma em pensamento e assim não reativa o “eu” infeliz.

  Veja o que acontece quando você simplesmente permite que um sentimento exista.

  (O Poder do Silêncio, p. 102-103 - Eckhart Tolle)  


quinta-feira, 19 de junho de 2025

Há um grande silêncio envolvendo toda a natureza num abraço.



  Você precisa da natureza como sua mestra para ajudar a religar-se com o Ser. Mas não é só você que precisa da natureza. Ela também precisa de você.

  Você não é separado da natureza. Todos nós fazemos parte da Vida Única que se manifesta de inúmeras formas no universo – formas completamente interligadas. Quando você reconhece o sagrado, a beleza, a incrível calma e dignidade de uma flor ou de uma árvore, você acrescenta algo à flor ou à árvore. Através de reconhecimento, de sua percepção, a natureza também passa a se perceber. Através de você, ela passa a perceber sua própria beleza e seu próprio caráter sagrado.

  Há um grande silêncio envolvendo toda a natureza num abraço. Esse silêncio também envolve você.

(O Poder do Silêncio, p.74 - Eckhart Tolle)  


 

quarta-feira, 18 de junho de 2025

A calma é nossa natureza essencial.


  A calma é nossa natureza essencial. O que é a calma? É o espaço interior ou a consciência onde as palavras desta página são assimiladas e se transformam em pensamentos. Sem essa consciência, não haveria percepção, não haveria pensamentos nem mundo.

   Você é essa consciência em forma de pessoa.

  Quando você perde contato com sua calma interior, perde contato com você mesmo. Quando perde esse contato, fica perdido no mundo.

   Sem mais íntima noção de si mesmo, de quem você é, não pode ser separada da calma. Ela é o EU SOU, mais profundo do que seu nome e sua forma externa.    

  (O Poder do Silêncio, p.13 - Eckhart Tolle)  


 

terça-feira, 17 de junho de 2025

A Verdade nos leva muito além do que a mente é capaz de compreender.



  Sinta-se a vontade com o “não saber”. Isso leva você para além da mente, pois ela está sempre querendo tirar conclusões e interpretar. A mente teme não saber. Assim, quando consegue ficar à vontade com o “não saber”, você já foi além da mente. Um conhecimento mais profundo que não é baseado em qualquer conceito vai emergir desse estado, e contínua;

    A Verdade nos leva muito além do que a mente é capaz de compreender. Nenhum pensamento pode conter toda a Verdade. No máximo, pode apontar para a Verdade dizendo, por exemplo: “Todas as coisas são intrinsicamente uma só”. Essa é uma indicação, não uma explicação. Compreender essas palavras é sentir profundamente dentro de si mesmo a Verdade para a qual elas apontam.   

(O Poder do Silêncio, p.28-30 - Eckhart Tolle)  


 

segunda-feira, 16 de junho de 2025

A natureza passageira e imperfeita de tudo pode ser como é.



 A aceitação e a entrega tornam muito mais fáceis quando você percebe que todas as experiências são fugazes e se dá conta de que o mundo não pode lhe oferecer nada que tenha um valor permanente. Ao aceitar e entregar-se, você continua a conhecer pessoas e a se envolver em experiências e atividades, mas sem os desejos e medos do “eu” autocentrado. Ou seja, você deixa de exigir que uma situação, uma pessoa, um lugar ou um fato o satisfaçam ou o façam feliz. A natureza passageira e imperfeita de tudo pode ser como é.
  E o milagre é que, quando você deixa de fazer exigências impossíveis, todas as situações, pessoas, lugares e fatos ficam satisfatórios e muito mais harmoniosos, serenos e pacíficos.
(O Poder do Silêncio, p.62 - Eckhart Tolle)  


 

domingo, 15 de junho de 2025

A mente está sempre querendo alimentar-se para pensar.

 



  A mente está sempre querendo alimentar-se para pensar. Ela procura alimento para sua própria identidade, para seu sentido de ser. É assim que o ego se cria e se recria continuamente.

  Quando você pensa ou fala a respeito de si mesmo, quando diz “eu”, está se referindo a “eu e a minha história”. Está falando do ego com seus gostos e desgostos, medos e desejos, o ego que nunca se satisfaz por muito tempo. Essa é a noção que a sua mente tem de você, condicionada pelo passado e buscando encontrar sua plenitude no futuro.

  Você se dá conta de que esse ego é fugaz e passageiro como uma onda na superfície do mar?

  Quem percebe isso? Quem compreende que sua forma física e psicológica é passageira? É o Eu Sou. Esse é o “eu” mais profundo, que não tem nada a ver com o passado e o futuro.  (O Poder do Silêncio, p.33 - Eckhart Tolle)  


sábado, 14 de junho de 2025

Como é o seu mundo com a relação com os objetos.

 


  “Como é sua relação com o mundo dos objetos, com as inúmeras coisas que o cercam e que você usa diariamente? A cadeira que você se senta, o carro que dirige, a xícara onde toma o seu café? Como é que você os vê e sente? Eles são apenas um meio para atingir alguma coisa, ou, de vez em quando, você reconhece a existência deles, o ser deles, e lhes dá atenção, mesmo que por pouco tempo?

  Quando você se apega aos objetos, quando você os usa para valorizar-se ante os outros e aos seus próprios olhos, a preocupação com os objetos pode dominar toda a sua vida. Quando se identifica com as coisas, você não as aprecia pelo que são, pois está se vendo nelas.

   Quando você aprecia um objeto pelo que ele é, quando toma conhecimento da existência dele sem fazer qualquer objeção mental, você se sente grato por ele existir. Pode também sentir que ele não é um objeto inanimado, apesar de parecer assim para nossos cinco sentidos. Os cientistas comprovam que, a nível molecular, cada objeto é um campo de energia pulsante.

    Se você desenvolve uma apreciação pelo reino das coisas desprendida do ego, o mundo à sua volta adquire vida de uma forma que você não é capaz sequer de imaginar com a mente.” (O Poder do Silêncio - Eckhart Tolle)  


  Reclamar e reagir são as formas preferidas da mente para fortalecer o ego. Para muitas pessoas, grande parte da atividade mental e emocio...