Cuidado.
Há um planeta sombrio que dizem ser azul. De fato, se observar da atmosfera este é azul, límpido e lindo. Mas em seu interior é sombrio.
Basta caminhar, observar e para os mais sensíveis sentir essa atmosfera impregnada pelo mau.
Pertencemos a uma raça classificada como ser humano, dotados de consciência, razão, linguagem e ainda pertencentes à sua cultura específica. Milênios se passaram em que houve seres que falaram do amor e do respeito sendo estes possíveis de serem atingidos através da resignação, da entrega e do mergulho em si, fazendo uma limpeza em sua consciência atingindo diretamente seu espírito.
Criaram -se religiões e seus templos, para que servissem para momentos de conhecimento espiritual e alívio das impurezas do espírito. Foram escritos livros e muitos textos filosóficos assim como religiosos recheados de ensinamentos refinados sobre Deus e a verdade do ser humano. Esta verdade não é encontrada por ai em qualquer local e sim no âmago do ser, dentro de cada um, aonde habita o amor, a justiça e a paz. A Verdade Divina.
Mesmo diante a tudo isso, o Planeta que em sua magnitude natural oferecendo todos os recursos para a vida em sua esplendorosa cor azul é ofuscado pela atmosfera sombria cinzenta, dotada pela maldade e ignorância promovida pelos egos, pelas consciências e pelos vidas particulares em que essa espécie classificada como ser humano, promove para si e em ao seu redor a separação, o ódio e o rancor, como que uma brincadeira, buscando destruir o seu próximo desejando ter o planeta azul somente para si. Desconfio que há uma fenda em que espíritos decaídos conseguem passar por ela e se fazem carne. Com um ar de inveja e descontentes consigo mesmos por não participarem das ações de graças, não ornando com suas virtudes, buscam vingarem-se de todo aquele que à sua volta transitam.
É um planeta sombrio, pois esse tanto de espécie se apropria quase de toda a atmosfera, todos os espaços, tudo o que pode ocupar devorando e saciando sua fome.
Aí do planeta azul e dos espíritos que conseguem vislumbrar sua celestidade.